Abobrinhas Filosóficas
Se você é meu leitor interessado em assuntos ligados a Eletricidade e Eletrônica deve estar a se perguntar, “com mil demônios”, como diziam, antigamente, os vilões dos desenhos animados (não sei se ainda dizem, creio que não), o que abobrinhas filosóficas têm a ver com estas ciências que revolucionaram e continuam a revolucionar a tecnologia?
Será que o Paulo Brites “perdeu o senso” e como diz o poema de Bilac “está a ouvir estrelas” ou resolveu ser AGRO e ir plantar abóboras em vez de batatas?
Calma! Já-já irei lhe explicar.
A ideia do site Paulo Brites Eletrônica onde você estar a ler agora, sobre as abobrinhas filosóficas, surgiu em 2013 quando eu preparava o meu “plano B” para minha vida “antes da morte e pós aposentadoria” que chegaria compulsoriamente em 2015.
Naqueles dias, a Internet, começava a me parecer, entre outras ideias, uma boa alternativa para complementar a renda dos valores que receberia da aposentadoria que, pouco a pouco, iriam “diminuindo” pois, ficariam eternamente congelados, pior que as vacinas da Pfizer que, dizem, só duram 30 dias nestas condições.
Outra opção era voltar a fazer o que já fizera quando ainda trabalhava na Embratel.
Uma pequena oficina em casa (um home service) e assim, ganhar um “por fora”, honestamente, caso de repente algum infortúnio surgisse e eu viesse a ficar, de uma hora para outra, como diz o dito popular, com “uma mão na frente e outra atrás”.
Nunca tive um emprego só.
Isto sempre me deu a liberdade de “despedir o patrão” quando ele não estivesse a me agradar mais.
Por outro lado, sou daqueles que pretendem “abraçar o mundo com as pernas”.
Até comecei a trabalhar nesta alternativa, do “home service”, em 2015 propondo-me a fazer alguns reparos em coisas que ninguém quer ou não saber fazer e a restauração de aparelhos de som vintage.
Mas, de repente, no final de 2019 tive a sensação de déjà vu que já havia sentido em 2005 quando resolvi, dispensar o patrão, que era eu mesmo, e encerrar as atividades da Áudio & Vídeo Brites, depois de quase 14 anos de existência e, numa adaptação à canção de Ivan Lins “começar de novo e contar comigo” .
Aí, veio a pandemia e foi a gota d’agua (melhor seria se fosse a gota da vacina) para me levar a abandonar definitivamente a ideia do home service.
Assim, no plano B, ganhava força, a ideia de escrever os artigos para o site, a produção de novos e-books e as aulas no Clube Aprenda Eletrônica, para tentar ensinar, aos interessados em aprender eletricidade, eletrônica, um pouco de física e de matemática, forma séria e consistente, sem decorebas, que é o mais que se vê por aí.
Essas atividades de “divulgador científico” foram me tomando cada vez mais tempo e, porque não dizer, “me trazendo cada vez mais prazer”.
Bye bye home service!
Antes do dinheiro, o trabalho tem que dar prazer em ser realizado e quem o realiza precisa estar consciente que está a fazer algo útil para a humanidade.
Se assim não for, o trabalho vira escravização e, cedo ou tarde, poderá vir a se transformar em doença psicossomática.
Pense nisso!
E cadê as abobrinhas filosóficas, afinal?
Desde os 14 anos de idade, mais ou menos, me tornei um leitor compulsivo e as razões para esse “vício” valerão uma “abobrinha” que contarei lá no abobrinhas filosóficas.
A tendência de um bom leitor acaba por trazer, de alguma forma, a vontade de ser escritor e isso já estava “escrito nas estrelas”, talvez as de Bilac, desde criança e só há pouco tempo descobri isso o que, também, contarei outro dia lá nas abobrinhas filosóficas.
Quem gosta de cantar gosta que os outros o ouçam (além do chuveiro), quem gosta de encenar gosta que os outros o vejam (além do espelho) e quem gosta de escrever gosta que os outros o leiam.
Aplausos renovam nossas energias.
Por isso, de vez em quando, eu “escorrego” e uso o espaço que o patrão (eu mesmo) me dá aqui para escrever sobre coisas que não seriam muito pertinentes a virem parar neste sítio,como dizem nossos patrícios lá de Portugal.
No popular, comecei as misturar as estações.
Era preciso colocar cada um no seu quadrado.
Bingo! Aí surgiu um novo blog do Paulo Brites.
Já adivinhou qual?
Isso mesmo, Abobrinhas Filosóficas!
CLICA AQUI e irá “cair” lá como num passe de mágica telemático.
Quem vê a beleza da vida fora das placas de circuitos, como eu, pode me seguir lá também e, com isso, eu satisfaço o meu ego escrevendo abobrinhas filosóficas e não precisarei pagar a consulta do psicanalista que, às vezes, o plano de saúde não quer reembolsar.
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